18/12/2014
07/08/2014
21/03/2014
A dúvida reaccionária é filha da hesitação pequeno-burguesa. Contra a incerteza, Afirmar Abril!
(1) Baseado no artigo de Ricardo M. Santos publicado no blogue Manifesto 74:
http://manifesto74.blogspot.pt/2014/03/exclama-abril.html(2) Baseado no cartaz de Álvaro Figueiredo publicado no blogue Manifesto 74:
http://manifesto74.blogspot.pt/2014/03/abril-e-nossa-luta.html
14/02/2014
03/02/2014
25/10/2013
Não Há Becos Sem Saída! Que se lixe a Troika!
Animação de cartazes ou cartaz animado.
Não Há Becos Sem Saída! Que se lixe a Troika!
Manifestação. Rossio - São Bento. Sábado. 26 de Outubro.
Evento facebook Lisboa: https://www.facebook.com/ events/220197414805115/
22/10/2013
16/10/2013
04/10/2013
Manifestação: Operários da Lisnave atravessam a pé a Ponte 25 de Abril.
12 de Setembro de 1974.
Manifestação: Operários da Lisnave atravessam a pé a Ponte 25 de Abril.
Manifestação: Operários da Lisnave atravessam a pé a Ponte 25 de Abril.
TEXTO 1
“(…)Aberta a passagem, seguiram-se seis horas de manifestação que incluíram atravessar a imponente ponte sobre o Tejo a pé, percorrer as principais avenidas de Lisboa, uma pausa para um minuto de silêncio em solidariedade com o Chile e uma paragem no Ministério do Trabalho.”
VARELA, Raquel (2011), “A História do PCP na Revolução dos Cravos”, p. 108, Lisboa, Bertrand Editora.
TEXTO 2
“Entre as duas formas que toda a manifestação combina, ela será, no entanto, mais desfile do que concentração. Partindo organizadamente de cada local de trabalho, os operários reúnem-se no pátio fronteiriço ao edifício central da Margueira, a fim de, em plenário, ratificar a manifestação; forçada a saída dos estaleiros, os operários percorrem, ao longo de seis horas, algumas das ruas e praças mais populosas da cidade, apenas com uma curta paragem/concentração frente ao Ministério do Trabalho. A hora a que se realiza, os locais por onde passa, a preocupação em percorrer o máximo de ruas da cidade, em vez de se fixar num lugar, definem-lhe à partida, este outro objectivo — o de difundir e generalizar a trabalhadores de outras empresas e outras categorias sociais os seus objectivos e as suas palavras de ordem.
Definindo-se mais pelo movimento do que pela fixação num lugar, ela define-se ainda pelo seu carácter marcadamente classista. Através do grito insistentemente repetido «Viva a classe operária», com o «macaco sujo de ferro» e o capacete de segurança, é a pertença à classe operária, é a imagem do trabalhador manual no que mais visivelmente o define — o vestuário de trabalho —, o que os operários afirmam e reivindicam. Apresentando-se como diferentes, é a própria diferença que assumem.
Enquadrada e dirigida centralmente por uma comissão de delegados, a manifestação obedece a regras estritas que introduzem uma certa ordem e hierarquia: arrumados por secções de trabalho e em filas de sete, os manifestantes devem manter os seus lugares iniciais e não abandonar o corpo do desfile; as directivas e as palavras de ordem emitidas exclusivamente por um comité que encabeça a manifestação são transmitidas aos manifestantes pelos delegados do serviço de ordem, uns e outros devidamente identificados; as palavras de ordem são estritamente as definidas e só podem ser gritadas segundo a ordem porque são lançadas a partir da cabeça da manifestação; aberta a trabalhadores de outras empresas ou a elementos da população que nela se queiram incorporar, estes formam um corpo à parte que segue na cauda do desfile.
Centralizada e fortemente organizada, com lugares fixos e funções bem determinadas, a manifestação caracteriza-se por uma certa rigidez interna, que a própria marcha em passo acelerado e o seu carácter de movimento lhe impõem. Rigorosamente programada, ela não favorece qualquer tipo de espontaneidade ou de criatividade no gesto e na palavra. Ela obedece a uma preocupação dominante: a de criar e transmitir, através da organização e disciplina, uma imagem de força, de grupo fortemente homogéneo e coeso.”
PATRIARCA, Maria de Fátima (1978), “Operários portugueses na Revolução: a manifestação dos operários da Lisnave de 12 de Setembro de 1974”, Análise Social, nº 56, pp. 720-721
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